Uma palavra de otimismo
Por Eduardo Moura
O desenvolvimento do mercado imobiliário acompanha o crescimento econômico do Estado, principalmente da Região Metropolitana do Recife. O aumento de renda da população é o maior combustível para esse incremento, sendo que o principal efeito positivo é o surgimento de novas centralidades.
As obras de infraestrutura são essenciais para o desenvolvimento de uma cidade e de uma região. São iniciativas que atraem investidores e criam um ambiente economicamente ativo. Embora as ações infraestruturais não acompanhem, na maioria das vezes, a demanda do crescimento populacional, são imprescindíveis para a qualidade de vida da população. Nesse contexto é importante destacar a duplicação da BR-232, fundamental para o desenvolvimento do mercado imobiliário, principalmente em municípios como Gravatá; a ampliação e modernização do Aeroporto Internacional Gilberto Freyre, com toda a requalificação urbana em seu entorno; a Via Costeira, primeira PPP executada em nosso Estado, com enormes benefícios para a população; e a duplicação da BR-101, entre outras.
Todas essas obras geraram benefícios, mas é importante destacar que a sorte do Grande Recife mudou, sobretudo, com a escolha da capital como subsede da Copa do Mundo de 2014, marco fundamental para uma verdadeira metamorfose urbana e para ações de mobilidade. Nesse caso, é importante a integração do metrô com as linhas de ônibus que vão circular nos corredores exclusivos, que serão vários.
Merece destaque, à parte, a Via Mangue, importante obra de mobilidade e de impacto social que proporcionou a retirada de milhares de famílias que viviam na área em condições sub-humanas de habitação, oferecendo-lhes moradia digna. Essa ação contribuiu sensivelmente para a segurança do bairro de Boa Viagem, principalmente na franja oeste, onde as ocupações desordenadas avançavam sobre o mangue.
Além disso, cabe citar, entre outras obras, a requalificação do Porto do Recife, sobretudo com as obras do terminal marítimo e a modernização do aeroporto Gilberto Freyre. Mas um dos maiores legados, sem dúvida, será a consolidação do Recife como polo de turismo e lazer.
Nesse cenário de criação de novos equipamentos urbanos, de crescimento de renda da população com a implantação de tantas indústrias (como a Refinaria Abreu e Lima, Bunge, Fiat e EAS, entre outras), teremos um excelente ambiente para o desenvolvimento do mercado imobiliário. Esse crescimento deverá ser administrado pelos gestores municipais com a contribuição dos segmentos da sociedade organizada, como IAB, CAU, Sinduscon-PE, Ademi-PE, Secovi-PE, Sindimóveis-PE, Creci-PE, Crea-PE E ABIH-PE, entre outros.
Não à toa, o mercado já vislumbra novas centralidades com o lançamento de vários empreendimentos na Região Metropolitana, impulsionados exatamente por essa parceria entre gestores municipais, sob as diretrizes do Governo do Estado por meio da agência Condepe-Fidem, de entidades representativas da sociedade civil e de empresas privadas. Exemplo é o Convida Suape, no Cabo de Santo Agostinho, desenvolvido pela empresa Convida; o Reserva Ipojuca, da Pernambuco Construtora; o Northville, em Goiana, do Consórcio Paradigma; a Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata, a cargo da Odebrecht; o Complexo North Way, em Paulista, da ACLF; e o Reserva Camará, em Camaragibe, da Incorporadora Camará. Esse cenário de desenvolvimento torna muito especial o momento do mercado imobiliário, que deve continuar crescendo em todo o Estado.
Eduardo Moura é diretor de Desenvolvimento Imobiliário da Moura Dubeux Engenharia e presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE).
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