Hora de desatar o nó
Conversa informal, com Beto Lago
Colapso. Nunca se falou tanto esta palavra entre os que estão atuando no setor energético do País. O Brasil atravessa, hoje, um momento crítico no setor. E os motivos são vários: falhas de gestão e de planejamento dos governos, principalmente nas obras de melhorias do setor; falta de chuvas, que atingiu as grandes hidrelétricas; ausência de campanhas de educação diante do aumento do consumo de energia, entre outros.
Sem dúvida, a situação é grave e precisa de medidas urgentes para conseguir, em médio prazo, resolver as pendências sem ficar na espera que a chuva apareça e solucione tudo. A estiagem está mais forte. Desde 2000 os reservatórios estão com seus piores níveis. As hidrelétricas não trabalham com a mesma potência e a conta das térmicas, que já era alta, vai aumentar ainda mais.
As termelétricas não dependem do clima, pois trabalham com combustíveis como óleo e gás, e ajudam a poupar água dos
reservatórios, mas a eletricidade produzida por elas é mais cara e afeta as contas de luz. Por sinal, as térmicas estão trabalhando com sua capacidade máxima, sem sobra.
A oferta e o consumo de energia cresceram, mas as autoridades não olharam para a malha de transmissão, que precisa de investimentos mais fortes. Pior: incentivaram o uso exagerado do consumo de energia, quando o certo seria promover uma campanha de educação para racionalizar a energia nos lares.E quais os temores do atual Governo? Riscos de apagões, que estão acontecendo em várias regiões, e a possibilidade de um novo racionamento no Brasil.
Na matéria de capa da nossa Revista Negócios PE fomos entender o motivo da atual crise no setor energético, os erros dos governos (sem lado, sem cor, sem bandeira, uma responsabilidade de todos) e ações que podem e devem ser feitas para minimizar os graves problemas que atingem o consumidor final, que é a população. O primeiro impacto veio no umento nas contas de energias, que é uma das mais caras do mundo.
É hora de começar a se discutir este tema, inclusive trazendo a sociedade para o debate. Será preciso achar alguém para desatar este nó que vive o sistema energético brasileiro.
Beto Lago
Editor-Executivo
betolago@editoranegocios.com.br

