Avanços na valorização do trabalho médico em Pernambuco
O estado de Pernambuco foi um dos pioneiros na implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) para o médico.
Mário Jorge Lobo – Médico ortopedista e presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe)
mj.lobo@uol.com.br
É um plano expressivo que comporta elementos importantes para a valorização do servidor dentro de seu ambiente de trabalho. Além disso, garante a avaliação por competência e formação, que é o processo de pontuação e reajuste de remuneração; a progressão de reajustes e percentuais por conta do merecimento e meritocracia, o prazer e a
qualidade do serviço público.
O PCCV é uma das maiores conquistas da categoria nos últimos anos. O servidor dedicado, que cumpre as metas, tem o seu desempenho reconhecido, também lembrando a fidelização do programa, que visa combater a questão da evasão, o entrar e sair dentro dessa carreira.
O plano ainda não é perfeito, porém responde às atuais necessidades que existem diante da valorização do trabalho. Isso não se reflete apenas na questão da remuneração, pois esta se discute anualmente com reposição, inflação e ganhos reais para recomposição salarial, que é o papel do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe).
Há dez anos, os médicos de Pernambuco estão inseridos em um processo de recomposição salarial, porém o Sindicato continua na luta para chegar ao patamar desejado e merecido pelos profissionais. Todos os anos a categoria tem reajustes que superam a inflação e que trazem aumentos reais do ponto de vista econômico do salário. O caminho adotado é insistir em negociações plurianuais, com conquistas baseadas nas necessidades e no reconhecimento do trabalho do médico e da sua força. O Sindicato é o instrumento. A força vem da base, ou seja, do médico. Há 84 anos, o objetivo principal da criação do Simepe foi de reivindicar, lutar e defender os direitos da classe médica em nosso Estado. Desde a sua fundação até os dias de hoje, o Sindicato tem papel importante na mobilização, organização e conscientização dos colegas médicos.
Há muitos desafios a serem enfrentados pelos médicos. A caminhada é longa. É preciso comprometimento e investimento para que seja concretizada a real recomposição das equipes e serviços, focada na demanda existente. O serviço público ainda é muito inferior à real necessidade da população. Esse pleito já foi publicamente exposto aos candidatos envolvidos no processo eleitoral, como também aos governos estadual e municipal na atualidade, e precisa ser enfrentado. Esta luta é do Sindicato e, principalmente, da sociedade.
Na verdade, um movimento sindical médico forte como temos no Brasil é essencial para a organização coletiva da sociedade civil e para a defesa dos princípios éticos e democráticos.

